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JUN
08
08 JUN 2026
SAÚDE
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Votuporanga inicia implantação de ovitrampas para monitoramento do mosquito da Dengue
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Votuporanga inicia implantação de ovitrampas para monitoramento do mosquito da Dengue
Primeiras 98 armadilhas começaram a ser instaladas na região norte da cidade e irão auxiliar no mapeamento da circulação do Aedes aegypti e na avaliação das EDLs

Votuporanga deu início nesta segunda-feira (8/6) à implantação das ovitrampas, ferramenta que permitirá monitorar a circulação do mosquito Aedes aegypti e identificar áreas com maior presença do vetor, contribuindo para o direcionamento das ações de enfrentamento à Dengue no município.

As primeiras 98 armadilhas estão sendo distribuídas em alguns bairros da região norte do município, contemplando também o São Cosme e parte da área de abrangência do Jardim Marin. A implantação integra o projeto nacional coordenado pelo Ministério da Saúde e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do qual Votuporanga foi uma das 143 cidades brasileiras selecionadas após os resultados alcançados nas estratégias de controle do mosquito e na implantação das Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs).

A metodologia prevê a instalação das ovitrampas em residências diferentes das que já recebem as EDLs. Distribuídas estrategicamente a cada 300 metros, as armadilhas funcionam como uma importante ferramenta de vigilância entomológica, permitindo acompanhar a presença do mosquito e avaliar o comportamento do vetor em diferentes regiões da cidade.

A chefe da Divisão de Controle de Endemias, Paula Binheli de Lima, explicou que o monitoramento será realizado por meio de ciclos contínuos de coleta e análise dos ovos depositados nas armadilhas.

"As ovitrampas nos permitem acompanhar de forma mais precisa a circulação do mosquito em determinadas áreas do município. Após a instalação, as palhetas são recolhidas periodicamente para análise, enquanto as armadilhas permanecem no local recebendo novo atrativo. Esse monitoramento possibilita identificar regiões com maior adensamento do vetor, direcionar as ações de controle e também avaliar a eficácia das EDLs já implantadas no município."

Cada armadilha é composta por um recipiente, uma palheta e um atrativo específico para estimular a postura dos ovos pelas fêmeas do Aedes aegypti. Após cinco dias, os agentes realizam a retirada da palheta para análise, mantendo a armadilha no local e renovando o atrativo. Cinco dias depois, uma nova coleta é realizada. Ao final do ciclo, as armadilhas são transferidas para outra área da cidade, ampliando o monitoramento para diferentes regiões.

As palhetas recolhidas são encaminhadas ao laboratório de entomologia estruturado pela Vigilância Ambiental, onde é realizada a contagem dos ovos depositados pelo mosquito. A partir dos resultados obtidos, as equipes conseguem medir a densidade vetorial, identificar áreas com maior circulação do Aedes aegypti e definir estratégias mais assertivas para o enfrentamento da Dengue.

A secretária da Saúde, Ivonete Félix, destacou que a implantação das ovitrampas representa mais um avanço no trabalho permanente de monitoramento e controle do mosquito transmissor da doença.

"Votuporanga vem se destacando nacionalmente pela adoção de estratégias inovadoras no combate à Dengue. A implantação das ovitrampas fortalece nosso planejamento, amplia a capacidade de monitoramento do vetor e fornece informações importantes para que as equipes atuem de forma cada vez mais direcionada e eficiente. É uma ferramenta que nos ajuda a entender melhor o comportamento do mosquito no município e a direcionar esforços para as áreas que mais necessitam de atenção."

Os dados coletados nas armadilhas serão utilizados para auxiliar no planejamento das ações da Secretaria Municipal da Saúde, incluindo visitas domiciliares, bloqueios, mutirões e demais estratégias desenvolvidas para reduzir a circulação do mosquito e prevenir novos casos da doença no município.
 
 
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