Pesquisador apresentou projeto que cria diretrizes para melhorar mecanismos específicos para o Aquífero Guarani
Na manhã desta quinta-feira (26/11), o Geólogo Pesquisador de Laboratórios de Estudo de Bacias (LEBAC), Dr. Didier Gastmans da UNESP de Rio Claro, visitou a Saev Ambiental para relatar estudo desenvolvido sobre o Sistema Aquífero Guarani (SAG), que tem como objetivo criar diretrizes para melhorar mecanismos específicos para o Aquífero, recurso compartilhado por quatro países, Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.
O pesquisador apresentou aos funcionários da Saev Ambiental o que foi produzido pelo projeto durante cinco anos de pesquisa, como a definição do SAG operativo (extensão e unidades geológicas correlacionadas), levantamento de campo e estudo da água, banco de dados unificados, avaliação regional integral do Aquífero, mapa hidrogeológico e mapas temáticos, modelo conceitual do manancial, modelo de número regional e local, além da definição das principais linhas da gestão do Aquífero.
Durante a apresentação, o geólogo falou também sobre as ameaças ao SAG, como a superexploração e contaminação do manancial. Nas visitas realizadas, os técnicos do projeto divulgam informações de qualidade a respeito do Aquífero, explanando sobre o avanço do conhecimento geológico, origem de anomalias químicas, atendimento da compartimentação sustentável, implantações de rede de monitoramento de níveis e de qualidade das águas, cálculo de idade das águas além de orientar os usuários sobre o uso consciente da água.
De acordo com o geólogo, a primeira vista do SAG é um imenso manancial, mas infelizmente ainda é pouco conhecido. “É necessário o conhecimento da população para o uso sustentável. O projeto está, há cinco anos, divulgando informações e dados importantes sobre o Aquífero Guarani. Cerca de 26,7 milhões de dólares já foram investidos para a preservação do manancial”, comenta.
O Aquífero Guarani ocupa uma grande área e apresenta vazões em algumas regiões. Em função desta funcionalidade ele é utilizado como fonte de abastecimento público e privado para cerca de 90 milhões de pessoas.
Técnicos do projeto também apresentam opções adequadas de exploração da água para a população e orientam sobre a importância do uso consciente desta fonte natural. “Esse foi o primeiro trabalho integral do Aquífero Guarani. Estamos visitando toda região Noroeste Paulista para divulgar nosso projeto”, conta Didier. O trabalho esclarece que é possível explorar até cerca de mil quilômetros cúbicos de água por ano. “Devemos aprender a cuidar do SAG para que não haja desperdício e má exploração do manancial”.