Votuporanga inicia 2º Grupo Reflexivo “Masculinidades em Transformação” para enfrentamento da violência doméstica
Projeto reconhecido no Estado promove reflexão e responsabilização de autores de violência com foco em relações mais respeitosas e igualitárias
A Secretaria de Direitos Humanos iniciou, na última quinta-feira (2/4), o segundo Grupo Reflexivo “Masculinidades em Transformação”. A abertura foi realizada no auditório do Senac Votuporanga, instituição parceira do projeto, e contou com a presença de representantes do Poder Executivo, Judiciário e demais instituições parceiras. A ação é realizada em parceria com a Coordenadoria de Reintegração Social e Cidadania, vinculada à Polícia Penal.
O grupo conta com a participação de 14 homens e, na ocasião, foi apresentado o depoimento de um integrante da primeira turma, contribuindo para a reflexão sobre responsabilização e mudança de comportamento.
A iniciativa integra as políticas públicas de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher, com foco na conscientização e reeducação de autores de violência. A proposta busca romper o ciclo da violência por meio de uma abordagem educativa e reflexiva, promovendo relações mais respeitosas e igualitárias.
O projeto é desenvolvido com homens em cumprimento de pena e acompanhados pela Central de Atenção à Pessoa Egressa e Família (CAEF). A iniciativa está alinhada à Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) e à Lei de Execução Penal, que preveem ações de reeducação para autores de violência.
Em 2025, o projeto foi reconhecido em âmbito estadual, conquistando o 2º lugar no Prêmio Rompa, promovido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP), que valoriza práticas inovadoras no enfrentamento à violência contra a mulher.
O secretário de Direitos Humanos, Nilton Santiago, destacou a importância da iniciativa. “Trabalhar a responsabilização e a reflexão é essencial para romper o ciclo da violência. O grupo oferece espaço de escuta, aprendizado e transformação, contribuindo para relações mais respeitosas e para a proteção das mulheres”, conclui.