Objetivo é minimizar comportamentos inadequados e conscientizar alunos a aprimorar relacionamentos pessoais
Os alunos do 4º e 5º ano do CEM (Centro de Educação Municipal) Maria Martins e Lourenço de Votuporanga estão desenvolvendo um trabalho voltado para evitar a prática do bullying, agressão física ou psicológica praticada por estudantes contra estudantes. O projeto intitulado “Bullying não é brincadeira” visa conscientizar os alunos sobre os danos causados pelo bullying e, ao mesmo tempo, inibir comportamentos que coloquem alunos, professores e demais funcionários em situação vexatória e constrangedora. O CEM está trabalhando com filmes e apresentações feitas pelos próprios alunos, trabalhos colocados no mural da escola e uma boa conversa.
A diretora Ivanir Aparecida Silva Longo foi categórica em afirmar que “os estudantes só deixarão de cometer o bullying quando tiverem a real consciência do problema e de suas consequências, afinal, a prática muitas vezes acaba sendo levada para dentro de casa, afetando também o ambiente familiar”.
Na maioria dos casos o bullying acaba gerando medo na vítima, mudança de comportamento, depressão e baixa auto-estima. Muitos alunos, não querem mais ir para a aula, simulam doenças e pedem, inclusive, para mudarem de colégio.
A palavra "bully" é de origem inglesa e significa "valentão". Basicamente, a prática do bullying se concentra na combinação entre intimidação e humilhação das pessoas, geralmente mais acomodadas, passivas ou que não possuem condições de exercer o poder sobre alguém ou sobre um grupo. Em outras palavras, é uma forma de abuso psicológico, físico e social.
Dados sobre bulliyng
• A maior pesquisa sobre bullying, realizada na Grã Bretanha, registra que 37% dos alunos do primeiro grau admitem ter sofrido pelo menos uma vez por semana; no segundo grau, 10%.
• Estudo realizado pela ABRAPIA, em 2002, com 5.875 estudantes de 5ª a 8ª séries, em 11 escolas cariocas, revelou que 40,5% desses alunos admitiram ter estado diretamente envolvidos em atos de bullying.
• Estudos apontam que o bullying ocorre mais no ensino fundamental.
• Meninos estão mais envolvidos tanto como agressores quanto como vítimas já que é raro serem vítimas de meninas. Já as meninas, que são agredidas tanto por meninos quanto por meninas, sofrem mais com o isolamento e a difamação.