O Ministério da Saúde investirá R$ 1,4 milhão na construção da unidade em Votuporanga
O Ministério da Saúde autorizou a construção de 23 novas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) em 17 cidades no Estado de São Paulo. Uma delas será em Votuporanga. Na região, apenas Olímpia e Catanduva obtiveram a mesma conquista nesta etapa. O processo foi intermediado pelos deputados federais João Paulo Cunha e Cândido Vacarezza.
As UPA’s têm o objetivo de desafogar os prontos-socorros dos hospitais, dar mais agilidade no atendimento e estruturar e organizar o sistema de saúde. As unidades recebem os pacientes que precisam de pronto atendimento. Lá eles são avaliados pelos profissionais de saúde, recebem tratamento e, após uma triagem, os casos mais graves são encaminhados para hospitais de referência.
“A UPA é uma unidade de saúde que funciona 24 horas, inclusive nos fins de semana, com serviço pré-hospitalar específico para pequenas e médias urgências e emergências, inclusive odontológicas. É um conceito novo de unidade de saúde, intermediário entre o posto convencional e o hospital. Desta forma, a UPA vai contribuir para que toda a rede de saúde funcione melhor”, afirma o prefeito Junior Marão.
Na quinta-feira, o secretário de saúde interino de Votuporanga, Marcel Góes Homa, esteve em Brasília em uma audiência com o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, oportunidade em que foi anunciada a UPA para Votuporanga. Na audiência, o ministro da Saúde explicou que sete em cada dez pacientes que chegam aos hospitais não são casos de emergência, mas acabam superlotando essas unidades.
O Ministério da Saúde investirá R$ 1,4 milhão na construção e em equipamentos na unidade, cujas obras devem começar ainda neste ano. O prédio terá 750 m² e será construído em um terreno ao lado da Farmácia Regional de Medicamentos Excepcionais. O projeto, que está sendo coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano, ainda contempla a construção do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) em anexo.
Os municípios interessados em aderir às UPAs devem ter o serviço de SAMU habilitado ou estar em processo de aprovação do projeto. Entre os requisitos está o compromisso de atingir, no mínimo, 50% de cobertura do Programa Saúde da Família na abrangência de cada UPA no prazo máximo de dois anos.